quinta-feira, 31 de julho de 2014
Who I am.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Sabores e dessabores.

Tenho aprendido, na pele que sangra, a falar muito menos e a ouvir muito mais. Não que antes não ouvisse, mas eu dividia a minha vida com a mesma intensidade em que eu abraçava o mundo para cuidar. E o punhal pelas costas veio, na mesma intensidade em que eu distribuía o meu amor por ai. Foi inevitável. Foi inesperado. Mas me abriu os olhos e me fez crescer. Mais um pouco, como tudo que nos faz sofrer. Muitos não carregam consigo a lei do amor recíproco. As pessoas nem sempre são quem você imagina. Você nem sempre é o que pensa ser. Mas isso tudo não quer dizer que desisti do ser humano, apenas estou aprendendo a conservar o meu coração, para oferecer aos límpidos de alma.
Tenho aprendido a dosar empatia com apatia. A mistura perfeita dos dois faz com que você se coloque no lugar dos outros, mas que não se permita deixar de ser você. De viver você. De cuidar de você.
Tenho me consentido sentir todas as coisas que as alternativas, caminhos e escolhas têm me oferecido. Tenho jogado a rotina para o alto - ou pelo ralo. O que parece correto pode ser completamente o contrário. E vice-versa. Não há verdades absolutas e muito menos mentiras irrevogáveis. Tudo depende do ângulo em que se vê. Em que se vive.
Tenho tido menos medo e tomado mais atitudes. Dei-me a possibilidade de arriscar tudo, perder as estribeiras, mudar o rumo total da minha vida. Mas tenho percebido também, que nem todo frio na barriga vale o meu chão.
Estou à procura do meu equilíbrio. Como sempre. Como nunca estive. Tentando dosar a química entre razão e emoção. Extremos são perturbadores de mais. Ter a capacidade de domar as possibilidades é mais atraente do que se possa imaginar.
Tenho deixado à vida ir e vir diante dos meus olhos. Mostro aos outros, o que eu tenho de bom a oferecer. Dou motivos para que se aproximem de mim. Converso olho-no-olho, dou afago e atenção, mas se percebo que sou apenas conveniente durante os dessabores dos dias, já não segura mais a mão.
Quero ser aceita com todos os meus requintes e deficiências. Quero ser inteira. Inteira de tudo que me mantem em equilibro. Tenho esvaecido das mãos de quem me tem como muleta. Tenho dado asas a quem em mim tem se encontrado, e que comigo quer aprender a voar.
Franciélle Bitencourt
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Sem armadura. Sem medo.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Seja forte, menina!

Viu, menina? Eu lhe disse para não dar ouvidos pra ela. Eu sei que ela é envolvente, chega sorrateiramente, fica murmurando no seu ouvido como quem não quer nada – ou quase nada.
Eu sei que eu aparento sumir às vezes, mas faço isso pra ver até a onde a fé em você mesma é capaz de ti levar. Tem momentos em que eu ti vejo tão fraca, menininha, rendendo-se a todas as dores, pedras e sacrifícios que aparecem no meio do seu caminho. Se eu testo você é porque sei que és capaz. Não duvide disso, não dê ouvidos pra outra que não quer tanto assim o teu bem, minha doce menininha.
Vá! Usa essas asas que você mesma lhe deu e voe pra longe, bem alto e não tenha medo de cair! Caso isso aconteça, levante, sacuda a poeira das mãos, limpe os joelhos, erga-se novamente e se impulsione a voar de novo, quantas vezes for preciso! Mas pra cima, menina. Jamais se jogue pra baixo porque a outra falou, querendo dizer que no fundo é você que quer isso. Não a escute! Ela não é tão boa assim quanto parece ser. Eu sei que às vezes ela lhe pega pelas mãos, te leva pra um lugar bem alto, soltando papinho, passando por caminhos tentadores, agindo gentilmente e prometendo infinitas coisas, mas ela só quer te empurrar lá de cima e pra isso te coloca cara-a-cara com a outra face dela, lá em cima daquele abismo. E diz pra você pular, e diz pra você não ter medo, e fala pra você agir, te chama de covarde, te incentiva a cortar o ar sul e verticalmente.
Tira ela de perto de você, menina. Eu sei que a melancolia e o frio são atrativos pra você, mas olhe pra mim. Olhe pra você. Eu sou bem mais bela do que você imagina, do que você vê. Faço-lhe passar por situações únicas, nem sempre tão bonitas, mas que sempre te ensinaram a crescer, a ser e a moldar você. Abre um sorriso bonito, menina, e veja que a felicidade está a um palmo de você. Jogue-se com tudo pra cima de mim, minha menina, que apenas eu, vulgo Vida, posso mostrar o caminho de tudo que tanto anseias. Solta a mão da Morte, minha menina, e segure a minha, mas bem forte, que ainda tenho o mundo todo pra lhe oferecer.
Franciélle P. de Bitencourt.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Renasci.
E quando você percebe, está no fundo do poço, bebendo a água que cai da chuva, se alimentando das migalhas que te jogam. Tudo isso porque desde que passou a se entender como gente, decidiu que nada deveria ser maior que o amor pelos outros, que a sinceridade, que a própria honra do ser humano e que assim, quando alguém lhe batesse na cara, devería oferecer a outra face. Uma, duas, três, centenas de vezes. E passa a engolir um sapinho ali, uma rãzinha acolá, quando vê está engolindo cobras, crocodilos e lagartos. E até o amor próprio, por inteiro. Vai esquecendo o que é lutar, tudo porque acha que independente de qualquer coisa, o bem deve sempre prevalecer, nem que para isso tenha que passar por cima de si mesmo e pensa: “Ah! A minha consciência está limpa, a minha alma dorme em paz!”. Sim, isso é verdade, uma bela verdade. Mas também uma dolorosa e árdua verdade. São poucos os que se dedicam pelo próximo, que não deixam o poder subir a cabeça e que não pisam, cospem, estraçalham aqueles que um dia foram seus amigos de verdade. São raros os que não se deixam abraçar pela cobiça, pelo capitalismo exacerbado, pela fome do querer material e que não se esquecem do amor, da amizade, da solidariedade, da ética.
E quando você menos percebe já não se encontra mais, não se reconhece mais, não se aceita mais, no meio dessa luta incansável contra a falta de amor. E se da conta que não resta mais nada, ou quase nada, apenas a certeza de que se não fizer algo por si mesmo, ninguém vai fazer. E vai acabar continuando ali, no fundo daquele poço. Isso porque você é contra a maioria que rema sempre apenas ao seu próprio favor, se esquecendo de olhar para os lados para enxergar que a felicidade está bem além do poder e da ganância e que é mais simples e atingível do que se possa imaginar. É só arrancar o cabresto da ignorância dos olhos.
Mesmo com o mundo conspirando contra, você vai aprendendo a passar por cima da mágoa, da sujeira, do veneno, do mal. E se esforça, sai da rotina, se permiti novas possibilidades, novas descobertas. É difícil, porque o ego está machucado, ferido, dilacerado, e a rotina por mais dolorosa que seja é mais certa do que a incerteza do tentar. Mas passa a se olhar no espelho com mais amor, mais cuidado, mais atenção. E repete, repete a si mesmo que ninguém tem o direito de machucar você, ninguém tem o direito de passar por cima de você e vai à luta. De cara limpa, apenas coberta de vontades, e se permite arriscar, inovar, se amar. Mas sem nunca deixar a honra de lado, a sutileza, o olho-no-olho. Não é desculpa dizer que se tornou uma pessoa amarga porque os outros te fizeram assim. Tem-se que olhar para os lados e continuar a lutar pelos seus objetivos, mas sem passar por cima de ninguém. Principalmente de si mesmo.
Hoje, depois de muito me perder, decidi mudar. Coloquei Two Kinds Of Happiness pra tocar, bem alto. Cantei, gritei, chorei, sorri, senti o mundo todo em fração de segundos. Esvaeci. Libertei-me. Renasci. Até quando eu não sei, mas sei que essa vontade pela vida, que grita aqui dentro do meu peito, está me mostrando pelo que eu realmente devo lutar.
Franciélle Bitencourt.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Dia 25 de Julho: Dia Nacional do Escritor.

E não é fácil carregar a responsabilidade de se expor a todo o momento. Expor a alma que grita, o coração que sangra, o sorriso mergulhado em lágrimas. Tudo isso por sentir e se obrigar a tentar colocar nas palavras, aquilo que o peito não segura mais sozinho. Só quem se permite mostrar, nu e sem medo, esperando que alguém lhe enxergue com olhos de espelho, por inteiro, suspirando e sentindo, em cada entranha, o que se mostra por aquelas palavras, tão sofridas, tão felizes, o que o coração insiste em esconder.Só sente quem a alma dança perdida nos sentimentos, que toca, que fere, que grita o que todos sentem, sabendo o peso do que é registrar.
sábado, 9 de julho de 2011
Instintos.

Tem vida própria, age como se não houvesse razão a ser seguida, como se o cérebro existisse apenas para controlar os movimentos e as partes do corpo.
Ora acelera no peito, mediante um delírio de amor. Outrora cai pro estômago, onde se esconde em meio a acidez do mesmo, achando que isso é melhor do que tentar superar os medos. Quando menos se percebe é arremessado para a boca, onde fica na dúvida se volta para o peito - de onde nunca deveria sair - ou se se rola para as mãos, mesmo sabendo que o cérebro - aquele que comanda apenas os movimentos e as partes do corpo - irá decidir pra onde ele deve ir: se voltará pra dentro do peito ou se será arremessado para lata de lixo, onde muitas vezes o coração quis estar.
Mas ele insiste em arriscar, sempre em nome dos seus sentimentos. Seguidor fervoroso dos seus instintos de sobrevivência.
Franciélle Bitencourt.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Amar é para os fortes.

Sempre tem alguém que vem com aquele papinho de “amor é para os fracos, os fortes não se apaixonam”, ou “pego mais não me apego”, ou também “amar é coisa de babaca que gosta de sofrer”, além de outras infinitas definições mesquinhas sobre o melhor sentimento já habitado no ser humano.
Acredito que a maiorias dessas pessoas que se intitulam fortes e boas de mais para o amor, já tenham sofrido muito nessa vida por ele e, por fim, se tornaram fracos. Porque não amar é para os fracos. Quem ama é forte, porque só os fortes sabem conciliar trabalho/rotina e relacionamento, só os fortes conseguem discutir com a pessoa que dividem a mesma cama e logo depois se arrepender e se reconciliar onde a intimidade começa. Só os fortes trocam festas, bebedeiras quase que diárias, noitadas, várias mulheres, vários homens, descompromissos e falta de dar satisfação por contas, rotina familiar, fidelidade, sinceridade, compromisso, olho-no-olho, hora marcada e coração e ainda assim não se arrependem de terem deixado a superficialidade de lado para viver e ter em quem pensar/dividir/somar/apoiar/contar/amar no final de um dia qualquer.
Só os fortes se permitem abrir para o tão temido sentimento chamado amor. Só os fortes se entregam, sem medo, sem preconceito, sem receios e sem limitações. Só os fortes não se importam com a grandeza daqueles que se dizem inteligentes de mais para o amor. Só os fortes trocam o vazio pelo cheio, por aquele que preenche o coração, o corpo, a alma por completo e que de tanto ocupar espaço, transborda por meio de palavras, atos, olhares, sorrisos, lágrimas, saudades e bem querer. Só os fortes sabem o valor de uma flor dada ao acaso, de uma mensagem de carinho no celular, de uma ligação no meio do trabalho dizendo “eu te amo, pra sempre”. Só os fortes sabem como é difícil lidar com as diferenças, com o mau humor, com a tpm mensal, com a cara amassada/bafo/cabelo despenteado de todas as manhãs. Só os fortes aprendem a gostar do que o outro gosta, não por compromisso, mas por interesse em entender cada vez melhor quem divide o mesmo ar que o seu. Só os fortes sabem dizer que amar é necessário, mas que para isso o amor-próprio precisa existir. Só os fortes não cobram, não intimidam, não mentem, não escondem não desejam viver sem ter quem dividir o chão, o teto.
Quem é fraco se esconde, repele, vomita o amor.
Quem ama entende e sabe que faz parte do grupo de pessoas mais forte do mundo. Do grupo dos adeptos do amor.
Quem ama é valente, destemido, corajoso, sonhador, feliz, justo, simples. Quem é forte entende o que eu falo. Quem é fraco entorta o nariz.
Franciélle Bitencourt.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
E no meio da conversa...
(...)
Minha cama mandou dizer que está com saudades de você aqui.
(...)
sexta-feira, 17 de junho de 2011
O amor.

