quinta-feira, 31 de julho de 2014
Who I am.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Seja forte, menina!

Viu, menina? Eu lhe disse para não dar ouvidos pra ela. Eu sei que ela é envolvente, chega sorrateiramente, fica murmurando no seu ouvido como quem não quer nada – ou quase nada.
Eu sei que eu aparento sumir às vezes, mas faço isso pra ver até a onde a fé em você mesma é capaz de ti levar. Tem momentos em que eu ti vejo tão fraca, menininha, rendendo-se a todas as dores, pedras e sacrifícios que aparecem no meio do seu caminho. Se eu testo você é porque sei que és capaz. Não duvide disso, não dê ouvidos pra outra que não quer tanto assim o teu bem, minha doce menininha.
Vá! Usa essas asas que você mesma lhe deu e voe pra longe, bem alto e não tenha medo de cair! Caso isso aconteça, levante, sacuda a poeira das mãos, limpe os joelhos, erga-se novamente e se impulsione a voar de novo, quantas vezes for preciso! Mas pra cima, menina. Jamais se jogue pra baixo porque a outra falou, querendo dizer que no fundo é você que quer isso. Não a escute! Ela não é tão boa assim quanto parece ser. Eu sei que às vezes ela lhe pega pelas mãos, te leva pra um lugar bem alto, soltando papinho, passando por caminhos tentadores, agindo gentilmente e prometendo infinitas coisas, mas ela só quer te empurrar lá de cima e pra isso te coloca cara-a-cara com a outra face dela, lá em cima daquele abismo. E diz pra você pular, e diz pra você não ter medo, e fala pra você agir, te chama de covarde, te incentiva a cortar o ar sul e verticalmente.
Tira ela de perto de você, menina. Eu sei que a melancolia e o frio são atrativos pra você, mas olhe pra mim. Olhe pra você. Eu sou bem mais bela do que você imagina, do que você vê. Faço-lhe passar por situações únicas, nem sempre tão bonitas, mas que sempre te ensinaram a crescer, a ser e a moldar você. Abre um sorriso bonito, menina, e veja que a felicidade está a um palmo de você. Jogue-se com tudo pra cima de mim, minha menina, que apenas eu, vulgo Vida, posso mostrar o caminho de tudo que tanto anseias. Solta a mão da Morte, minha menina, e segure a minha, mas bem forte, que ainda tenho o mundo todo pra lhe oferecer.
Franciélle P. de Bitencourt.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
E sorri.

Clara acorda subitamente, como se lhe faltasse o ar. Parecia que havia levado um tombo, ou uma pancada no corpo, mas não sentia dor, muito pelo contrário. Viu que se encontrava na cama, do mesmo jeito quando se deitou para dormir. Suspirou forte, um tanto que assustada. "Que sensação mais estranha!" - pensou. Mas ao mesmo tempo em que voltava ao seu equilíbrio, sentia uma vibração boa. Não sabia explicar, mas estava bem e sem sono.
Levantou antes que o barulho do despertador cumprisse o seu propósito de acordá-la. Pôs a água ferver, foi se arrumar calmamente, afinal, havia acordado meia hora antes do habitual, sem esforço algum e por isso aproveitaria esses trinta minutos a menos de sono para se cuidar melhor de outro jeito. Estava se sentindo disposta. Estranhamente disposta.
Colocou o último brinco dos seis que usava. Preparou o café, entregou-se sem receio a aquele momento de introspecção. O silêncio pairava pelo ar, mente quase que vazia e uma sensação de preenchimento no peito a tomava por completo. Era esquisito aquilo tudo, mas era bom.
Fechou a casa e se pôs a caminhar. Quando sentiu o vento gelado, na descida de um morro, tomando conto do seu corpo, arrepiou-se. Fechou os olhos, respirou fundo e agradeceu por estar viva. E sentir. E viver. Não entendia bem ao certo porque estava fazendo aquilo, mas a necessidade de agradecer a Alguém - que não conhecia muito bem - por aquele momento, era maior do que a necessidade de entender os acontecimentos.
Chegou à parada do ônibus. Em menos de três minutos o mesmo chega. Enquanto sobe as escadas, uma senhora com seus dois filhos pequenos, sentada logo a sua frente, a sorri. Clara instintivamente lhe responde da mesma forma e, sorri gostoso. Quando mais a frente acha uma poltrona para sentar, logo pensa: "Devo estar ficando louca mesmo!" - e começa a rir de si mesma. Sentada ali, fica observando as vidas que passam diante dos seus olhos, através dos vidros da janela do ônibus. Sente-se incomodada. Ajeita-se na poltrona, muda as pernas de posição e esvazia a mente.
Vê que estava chegando ao seu ponto de decida e se prepara. Seguindo a fila dos que vão descer na mesma parada, outra mulher, agora um pouco mais moça, com o cabelo meio desajeitado, roupas simples, mas com um olhar brilhante lhe sorri, e ela novamente, instintivamente, lhe responde da mesma forma, e sorri. Clara fica tonta, sua visão turva. Desci do ônibus toda atrapalhada, confusa com aquilo todo.
Posto ao seu lado direito ,seu anjo da guarda, lhe sorri. Mas esse, ela não vê com os olhos. Clara suspira, senti um calafrio e, sua alma que viu o anjo o responde da mesma forma, e sorri.
Ela no impulso do resguardo, agradece. Sem entender o por quê. E sorri. Lindamente.
Franciélle Bitencourt.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Estranhamente bom.

segunda-feira, 28 de março de 2011
Além do que se vê

terça-feira, 1 de março de 2011
Máscaras.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
- É grave ser diferente?

quarta-feira, 7 de julho de 2010
Personalidade.

Oferecida por: Ailana Soares
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Personalidade
Franciélle Bitencourt.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Interrogações e exclamações.

Antes de ontem, ontem, hoje de manhã, parei e pensei: "Eu preciso cuidar mais de mim." Paro e penso nisso todos os dias. Eu sei que amanhã eu vou acordar e pensar novamente: "Eu preciso cuidar mais de mim."
Sou do tipo, "completamente empática diante de tudo e de todos que me rodeiam". Sempre fui assim e tenho medo de continuar sendo sempre assim.
Por um lado isso é fascinante! Consigo conhecer melhor, entender melhor, sentir melhor as pessoas e os fatos. Mas o problema é que, às vezes, eu sinto de mais, a ponto de sofrer por algo que não pertence a mim. Isso não tem me feito muito bem.
Minha vida tem passado por constantes e turbulentas mudanças. Estou deixando de ser uma completa inocente para me tornar uma mulher forte, cada vez mais determinada e dona de sí. Eu sei que isso vem acontecendo há algum tempo, mas só agora eu me dei conta, realmente, de que esse processo está cada vez mais pulsante e presente na minha vida.
Eu que sempre quis ser livre, solta! Achava que assim eu poderia ter e fazer tudo que me interessasse, no momento em que eu bem entendesse! Só que cada vez que a vida me oferece mais essa liberdade tão almejada, mais eu me desconheço e me perco de mim mesma.
Eu sempre senti urgência em ser livre, mas hoje, eu também tenho a necessidade de sentir as minhas raízes fincadas em um lugar sólido, seguro.
Nesses últimos dias, a vida tem me dado muitas oportunidades, dando-me opções para melhor fazer as minhas escolhas e regar a minha vida, só que o conhecido é muito mais certo do que o novo né? E é disso que eu tenho medo, mudar para o incerto, um incerto que talvez seja o correto. Ou não.
E é por isso e por tantas outras interrogações, que eu tenho pensando muito em cuidar mais de mim, eu tenho que parar de ter medo, medo de coisas que nem deveriam amedrontar tanto assim.
A virilidade corre nas minha veias, e eu sei que tenho que aproveitar melhor disso enquanto eu a tenho dentro de mim.
As escolhas fazem parte dos caminhos de cada um, algumas vezes acertamos em cheio, outras nem sempre, mas o que realmente importa é pensar no melhor para si mesmo e seguir o seu coração.
A males que vem para o nosso bem e vice e versa, basta saber enxergar o que cada momento quer nos agregar, absorvendo o que existir de melhor, em qualquer situação.
Eu quero cuidar de mim, eu quero ser o melhor que eu puder ser para mim.
Eu preciso e quero isso.
Franciélle Bitencourt.
