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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Who I am.




Sou Francielle, mas por meu pai teria sido Monique. Nasci em um verão de janeiro, ao amanhecer, se transformando na realização de uma mãe que muito me quis e muito sofreu para me ter. Sou promessa. Sou de Nossa Senhora das Graças. Filha de um casal que sonhava em ter uma família pequena, porém unida. Sou sangue e honra. Sou dias nublados, mas às vezes, rasgantes de sol. Sou empatia. Sensível. Sou dente-de-leão. Sou irmã de um único rapaz, mas gosto de ser irmandade, e a todos também ter.  Sou profundeza, nostalgia, bem-querer. Sou tarde de conversas tolas. Sou silêncio necessário. Sou branca, preto, sou arco-íris. Sou do que eu quero (ou tento!) ser. Fragmentos indesejáveis de histórias nem sempre quistas. Sou coração partido e remendado. Sou mãos, boca, carinhos. Sou acaso. Sou gratidão.  Descaso. Sou casada, tranquila, voraz e amada. Sou tantas e quase nada. Sou Amélie Poulain, sonhadora, sou trilha sonora feita por Yann Tiersen. Sou realista, esperançosa. Sou uva Itália, morangos e chocolate. Sou cheiro, olhos pretos e batom berinjela. Sou vinho, colo, luz de velas. Sou suspense. Sou filme água com açúcar. Sou desapego, cuidados. Sou Hurt, de Johnny Cash. Sou café quente, pão de queijo, sou entardecer. Sou atropelo, ansiedade. Sou teimosia e gênio forte. Sou desculpas, erros, sou poucos acertos. Sou livros, tela em branco, sou tatuagens. Sou mel, sou fel.  O avesso. O equilíbrio do desequilíbrio meu. Sou amor, acalento, sou vontade de ser. Sou música. Poesia. Flor, gostos, sou cheiro de jasmim. Sou cabeça nas nuvens, sou pés no chão. Sou mulher. Sou filha. Sou irmã. Sou o sumo de inúmeras tentativas de acertos. O aglomero de infindáveis erros. Sou suspiros, fé, sou alma cansada que não cansa de ser.

Francielle Bitencourt.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Seja forte, menina!





Viu, menina? Eu lhe disse para não dar ouvidos pra ela. Eu sei que ela é envolvente, chega sorrateiramente, fica murmurando no seu ouvido como quem não quer nada – ou quase nada.

Eu sei que eu aparento sumir às vezes, mas faço isso pra ver até a onde a fé em você mesma é capaz de ti levar. Tem momentos em que eu ti vejo tão fraca, menininha, rendendo-se a todas as dores, pedras e sacrifícios que aparecem no meio do seu caminho. Se eu testo você é porque sei que és capaz. Não duvide disso, não dê ouvidos pra outra que não quer tanto assim o teu bem, minha doce menininha.

Vá! Usa essas asas que você mesma lhe deu e voe pra longe, bem alto e não tenha medo de cair! Caso isso aconteça, levante, sacuda a poeira das mãos, limpe os joelhos, erga-se novamente e se impulsione a voar de novo, quantas vezes for preciso! Mas pra cima, menina. Jamais se jogue pra baixo porque a outra falou, querendo dizer que no fundo é você que quer isso. Não a escute! Ela não é tão boa assim quanto parece ser. Eu sei que às vezes ela lhe pega pelas mãos, te leva pra um lugar bem alto, soltando papinho, passando por caminhos tentadores, agindo gentilmente e prometendo infinitas coisas, mas ela só quer te empurrar lá de cima e pra isso te coloca cara-a-cara com a outra face dela, lá em cima daquele abismo. E diz pra você pular, e diz pra você não ter medo, e fala pra você agir, te chama de covarde, te incentiva a cortar o ar sul e verticalmente.

Tira ela de perto de você, menina. Eu sei que a melancolia e o frio são atrativos pra você, mas olhe pra mim. Olhe pra você. Eu sou bem mais bela do que você imagina, do que você vê. Faço-lhe passar por situações únicas, nem sempre tão bonitas, mas que sempre te ensinaram a crescer, a ser e a moldar você. Abre um sorriso bonito, menina, e veja que a felicidade está a um palmo de você. Jogue-se com tudo pra cima de mim, minha menina, que apenas eu, vulgo Vida, posso mostrar o caminho de tudo que tanto anseias. Solta a mão da Morte, minha menina, e segure a minha, mas bem forte, que ainda tenho o mundo todo pra lhe oferecer.


Franciélle P. de Bitencourt.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

E sorri.


Clara acorda subitamente, como se lhe faltasse o ar. Parecia que havia levado um tombo, ou uma pancada no corpo, mas não sentia dor, muito pelo contrário. Viu que se encontrava na cama, do mesmo jeito quando se deitou para dormir. Suspirou forte, um tanto que assustada. "Que sensação mais estranha!" - pensou. Mas ao mesmo tempo em que voltava ao seu equilíbrio, sentia uma vibração boa. Não sabia explicar, mas estava bem e sem sono.

Levantou antes que o barulho do despertador cumprisse o seu propósito de acordá-la. Pôs a água ferver, foi se arrumar calmamente, afinal, havia acordado meia hora antes do habitual, sem esforço algum e por isso aproveitaria esses trinta minutos a menos de sono para se cuidar melhor de outro jeito. Estava se sentindo disposta. Estranhamente disposta.

Colocou o último brinco dos seis que usava. Preparou o café, entregou-se sem receio a aquele momento de introspecção. O silêncio pairava pelo ar, mente quase que vazia e uma sensação de preenchimento no peito a tomava por completo. Era esquisito aquilo tudo, mas era bom.

Fechou a casa e se pôs a caminhar. Quando sentiu o vento gelado, na descida de um morro, tomando conto do seu corpo, arrepiou-se. Fechou os olhos, respirou fundo e agradeceu por estar viva. E sentir. E viver. Não entendia bem ao certo porque estava fazendo aquilo, mas a necessidade de agradecer a Alguém - que não conhecia muito bem - por aquele momento, era maior do que a necessidade de entender os acontecimentos.

Chegou à parada do ônibus. Em menos de três minutos o mesmo chega. Enquanto sobe as escadas, uma senhora com seus dois filhos pequenos, sentada logo a sua frente, a sorri. Clara instintivamente lhe responde da mesma forma e, sorri gostoso. Quando mais a frente acha uma poltrona para sentar, logo pensa: "Devo estar ficando louca mesmo!" - e começa a rir de si mesma. Sentada ali, fica observando as vidas que passam diante dos seus olhos, através dos vidros da janela do ônibus. Sente-se incomodada. Ajeita-se na poltrona, muda as pernas de posição e esvazia a mente.

Vê que estava chegando ao seu ponto de decida e se prepara. Seguindo a fila dos que vão descer na mesma parada, outra mulher, agora um pouco mais moça, com o cabelo meio desajeitado, roupas simples, mas com um olhar brilhante lhe sorri, e ela novamente, instintivamente, lhe responde da mesma forma, e sorri. Clara fica tonta, sua visão turva. Desci do ônibus toda atrapalhada, confusa com aquilo todo.

Posto ao seu lado direito ,seu anjo da guarda, lhe sorri. Mas esse, ela não vê com os olhos. Clara suspira, senti um calafrio e, sua alma que viu o anjo o responde da mesma forma, e sorri.

Ela no impulso do resguardo, agradece. Sem entender o por quê. E sorri. Lindamente.



Franciélle Bitencourt.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Estranhamente bom.


É estranhamente bom conhecer alguém que se pareça com a gente. É estranho porque o normal é não conhecer, não se achar em outra pessoa, é se sentir sozinha em meio a maioria. Normal é ser taxada de inocente de mais, sonhadora de mais, bobona de mais, e ainda ser obrigada a levar todos esse adjetivos - que deveriam ser recebidos como elogios - pelo lado mais pejorativo que possa existir. E ter que ficar quieta. E ter que continuar pensando que talvez eles estejam certos. Até aparecer alguém - ou algumas pessoas - para ti mostrar que você não está tão sozinho assim.
Não sei se posso atribuir toda essa minha sensibilidade extrema de hoje à temida TPM, talvez até seja e sendo assim, prefiro levar esse momento que a dita "maior inimiga das mulheres - e dos homens também! - nos proporciona como uma válvula de escape, para liberar tudo o que tenho de melhor aqui dentro, mas com uma pitadinha de melancolia. Soltar os meus extremos, usar isso como desculpa e ligar para quem eu gosto só pra dizer "eu te amo, você é muito importante pra mim", ou para olhar para o lado e pedir um abraço sem medo, ou também pra dizer à quem eu mal conheço, o bem estranho que ele me faz, sem que esse alguém nem possa imaginar.
É estranhamente bom gostar de quem a gente mal conhece somente por sentir a energia dela, o olhar dela. É estranhamente bom descobrir que existe alguém que pensa como você, sem nem precisar trocar uma palavra se quer.


Franciélle Bitencourt.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Além do que se vê


E aquela sensação de liberdade que começa a percorrer as minhas veias, a falta de fôlego, a excitação no ar.

Nada melhor do que descobrir que a vida é muito mais do que lhe é oferecido e que a chave de tudo é não ter medo de arriscar. Quero ir longe, bem mais do que me permitem, e a possibilidade que se apresenta, estampada, na minha frente, me faz ainda mais querer tentar!

Sei que certos sacrifícios serão executados em virtude do que mais almejo, mas a sensação de levitar é muito mais estimulante do que a certeza do presente.


Franciélle Bitencourt.




Sei que andei meio sumidinha daqui, espero que não tenham me esquecido ainda.


Mais do que nunca, preciso de vocês aqui, comigo.

terça-feira, 1 de março de 2011

Máscaras.

Imagem: Sex Pistols



Às vezes, parecer ser muito mais fácil viver mascarado do que carregar no peito a responsabilidade de ser você mesmo.
Os que têm coragem de se assumir são livres para viver.


Franciélle Bitencourt.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

- É grave ser diferente?


(...)
- É grave forçar-se a ser igual: provoca neuroses, psicoses, paranóias. É grave querer ser igual porque isso é forçar a natureza, é ir contra as leis de Deus, que, em todos os bosques e florestas do mundo, não criou uma só folha igual à outra. Mas você Acha uma loucura ser diferente e por isso escolheu Villete para viver. Porque, aqui, como todos são diferentes, você passa a ser igual a todo mundo. Entendeu?
(...)

Do livro "Veronika decide morrer" de Paulo Coelho. Pág. 199.






É por essas e outras que eu prefiro viver seguindo o meu âmago, instintivamente.
Terceiros gostando ou não disso.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Personalidade.


Imagem: Jhonny Craig
Oferecida por: Ailana Soares


"Personalidade é o conjunto de características psicológias que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo."
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Personalidade


Não tem explicação mais simples, direta e correta do que essa.
Resumindo mais ainda: alguns têm, outros copiam. E assim segue a vida.
Ao invés de cada um ter a vontade de cultivar o seu interior, explanar a sua inteligência, admirar a leitura, ouvir, rever, adquirir conceitos, ler muito e muito de novo, e FORMAR sua própria personalidade, de acordo com a sua individualidade, não, formam um falso ego, uma tentativa frustrada de serem e demonstrarem aquilo que não são. Isso tudo um dia acaba, porque ninguém consegue ser aquilo que não é por muito tempo. As máscaras caem, e a face que surge é completamente oposta ao que se demonstrava ser.
Admiro as pessoas integras, inteligentes, que têm sede de conhecimento, de liberdade, que tem amor próprio, que possuem personalidade própria.
Tenho dó de quem não consegue encontrar em si, algo de bom para exteriorizar, para ter orgulho, para admirar, sem ter que buscar no outro algo que preencha o seu vazio.
A verdade dói, eu sei, mas ensina a crescer. E muito.

Para quem que eu falo tudo isso? Para quem a carapuça servir.
E eu sei, que pra muitos, serviu.

Autenticidade é sinônimo de autoconfiança. Seja autentico. A admiração dos outros e de você, será um reflexo disso.


Franciélle Bitencourt.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Interrogações e exclamações.


Antes de ontem, ontem, hoje de manhã, parei e pensei: "Eu preciso cuidar mais de mim." Paro e penso nisso todos os dias. Eu sei que amanhã eu vou acordar e pensar novamente: "Eu preciso cuidar mais de mim."
Sou do tipo, "completamente empática diante de tudo e de todos que me rodeiam". Sempre fui assim e tenho medo de continuar sendo sempre assim.

Por um lado isso é fascinante! Consigo conhecer melhor, entender melhor, sentir melhor as pessoas e os fatos. Mas o problema é que, às vezes, eu sinto de mais, a ponto de sofrer por algo que não pertence a mim. Isso não tem me feito muito bem.

Minha vida tem passado por constantes e turbulentas mudanças. Estou deixando de ser uma completa inocente para me tornar uma mulher forte, cada vez mais determinada e dona de sí. Eu sei que isso vem acontecendo há algum tempo, mas só agora eu me dei conta, realmente, de que esse processo está cada vez mais pulsante e presente na minha vida.

Eu que sempre quis ser livre, solta! Achava que assim eu poderia ter e fazer tudo que me interessasse, no momento em que eu bem entendesse! Só que cada vez que a vida me oferece mais essa liberdade tão almejada, mais eu me desconheço e me perco de mim mesma.

Eu sempre senti urgência em ser livre, mas hoje, eu também tenho a necessidade de sentir as minhas raízes fincadas em um lugar sólido, seguro.

Nesses últimos dias, a vida tem me dado muitas oportunidades, dando-me opções para melhor fazer as minhas escolhas e regar a minha vida, só que o conhecido é muito mais certo do que o novo né? E é disso que eu tenho medo, mudar para o incerto, um incerto que talvez seja o correto. Ou não.

E é por isso e por tantas outras interrogações, que eu tenho pensando muito em cuidar mais de mim, eu tenho que parar de ter medo, medo de coisas que nem deveriam amedrontar tanto assim.

A virilidade corre nas minha veias, e eu sei que tenho que aproveitar melhor disso enquanto eu a tenho dentro de mim.

As escolhas fazem parte dos caminhos de cada um, algumas vezes acertamos em cheio, outras nem sempre, mas o que realmente importa é pensar no melhor para si mesmo e seguir o seu coração.

A males que vem para o nosso bem e vice e versa, basta saber enxergar o que cada momento quer nos agregar, absorvendo o que existir de melhor, em qualquer situação.



Eu quero cuidar de mim, eu quero ser o melhor que eu puder ser para mim.

Eu preciso e quero isso.



Franciélle Bitencourt.